sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Interrupção buñueliana - depois de muito tempo e horas de sono dentro de uma mesma vida sem a contracapa do sonho. Vácuo de sentido consentido.

3 comentários:

Tatu disse...

ei Maurício,
sucesso com o blog!
muitas postadas,
uma abraçada,

ivantunes.

alberto augusto miranda disse...

seu texto sobre Ana C:

http://incomunidade.blogspot.com/2008/10/tarde-chave-ana-c-recorrente-rio-25.html

Igor Milenkovich Ávila disse...

[comentário tardio do último post a que tenho acesso]

Maurício é-me difícil captar-lhe o sentido da sua prosa enviesada. Não estou acostumado, mas quero comentar mesmo assim, algo que me tenha balançado.

Quando produzi tais períodos dessa envergadura (metragem mesmo), acusaram-me de produzir "frases barrocas". Influenciável que sou, parei com isso. Agora percebo o fôlego do entedimento que tais torções requisitam do cérebro. Não é para amadores. "uma mesma vida sem a contracapa do sonho" me faz pensar muito nisso: na explosão de sentido que "mesma vida" pode provocar. Não faço idéia do que seja uma "contracapa do sonho", talvez Rimbaud me auxilie. E percebo que o barato não está em captar a completude do sentido, pois o sentido é vácuo, antes de inacabado, e o pior: todos nós o consentimos.

Vejo se envio narrativas dignas para vc dar uma lida, se for possível. Já está tudo muito desandado, desgostoso e gorduroso o que está lá meu blog. Sempre me arrependendo, porque jamais chegarei lá, estou aquém, a quem não pertenço - assim quero estar: igorgia.blogspot.com (vide tentativas). O importante é continuar trabalhando, produzindo (como vc bem disse).